Planejamento e correção de sequelas de fraturas
Fraturas que não consolidam, consolidam fora de posição ou evoluem com infecção podem causar dor e limitar a vida por muito tempo.
Sequelas de fraturas ou de cirurgias anteriores podem causar dor, limitação de movimento e desgaste precoce de uma articulação, com impacto na qualidade de vida a longo prazo. Na maioria dos casos, é possível melhorar a função com um tratamento bem planejado.
Principais complicações
Pseudoartrose ou não união
É a não consolidação de uma fratura. Diversos fatores atuam de maneira sincrônica para que uma fratura evolua para a cicatrização completa. Quando um ou mais fatores não estão em consonância, o processo para e o osso não cicatriza. Clinicamente, manifesta-se com dor, limitação funcional, inchaço recorrente e, eventualmente, vermelhidão. Necessita de uma avaliação criteriosa e individualizada para a definição do melhor tratamento.
Consolidação viciosa
A fratura consolida, mas fora da posição original, com desvio, rotação ou encurtamento. Pode alterar a mecânica do membro e sobrecarregar tanto a própria articulação quanto as articulações vizinhas, com consequências a curto, médio e longo prazo.
Infecção óssea
Infecções após fraturas ou cirurgias exigem diagnóstico cuidadoso e, muitas vezes, tratamento combinado com cirurgia e antibióticos.
Como é feito o planejamento
A avaliação clínica, somada aos exames certos (radiografias, tomografia e, quando indicado, exames laboratoriais), permite entender cada caso em detalhe. A partir daí, o tratamento é planejado: correção do desvio (osteotomia), revisão da fixação, uso de enxerto ósseo ou tratamento da infecção, conforme a necessidade.
Por que procurar um especialista?
A correção de sequelas exige diagnóstico correto, planejamento preciso e execução cuidadosa. Como essas condições afetam muito a qualidade de vida, vale buscar avaliação especializada e discutir com calma as opções e as expectativas de resultado.
